terça-feira, 11 de setembro de 2012

Aula - 11/09/2012

Avaliação e aspectos fisiológicos do Judô

O Judo é uma modalidade acíclica/intervalada realizada em lutas de cinco minutos, sendo que durante esse período ocorre uma ação motora com essas características:
- 08 sequencias;
- 1/2 ataques por esforço;
- 10/14 segundos por pegadas;
- Relação P:E= 30:14 (P= pausa, E=esforço)

Com base nessas informações, uma séria ideal para judocas seria:
- 15 seg de atividade / 30 seg de recuperação ativa / 15 seg de atividade / 30 seg de recuper.....

Trabalhando assim teremos:
- Aeróbio:
     - Manutenção da intensidade de esforço;
     - Retardo da fadiga;
     - Maior recuperação entre os combates.
- Anaeróbio:
     - Variáveis mecânicas / metabólicas.

Seguindo as informações acima a professora montou uma série de cinco minutos da seguinte forma:
- 15seg. O-SOTO-GARI;
- 30seg. SHINTAI;
- 15seg. KOSHI-GURUMA;
- 30seg. SHINTAI; 

- 15seg. O-SOTO-GARI;
- 30seg. SHINTAI;
- 15seg. KOSHI-GURUMA;
- 30seg. SHINTAI; 

- 15seg. O-SOTO-GARI;
- 30seg. SHINTAI;
- 15seg. KOSHI-GURUMA;
- 30seg. SHINTAI; 

- 15seg. O-SOTO-GARI;
- 15seg. SHINTAI.

O-SOTO-GARI:


SHINTAI:


KOSHI-GURUMA:




SPECIAL JUDO FITNESS TEST(Sterkowicz, 1995)


É um teste específico para o judô de caráter intermitente, com a utilização da técnica ippon-seoinaguê. 


O teste segue o seguinte protocolo: 
Dois judocas (ukes) de estatura e massa corporal semelhante (mesma categoria) à do executante são posicionados a seis metros de distância um do outro, enquanto o executante do teste (tori) fica a três metros de distância dos judocas que serão arremessados. 

O teste é dividido em três períodos: 15s (A), 30s (B) e 30s (C), com intervalos de 10s entre os mesmos. 
Durante cada um dos períodos, o executante arremessa os parceiros, utilizando a técnica ippon-seoi-naguê o maior número de vezes possível. Imediatamente após e 1 minuto após o final do teste é verificada a frequência cardíaca do atleta. 

Os arremessos são somados e o índice abaixo é calculado:


Quanto melhor o desempenho no teste, menor o valor do índice. 

A figura abaixo apresenta o esquema do teste:


 


O Special Judô Fitness Test possui boa correlação do Consumo de Oxigênio Máximo (VO2máx - ml/kg/min) com o Teste de Wingate (Trabalho total relativo, potência máxima, índice de fadiga) (FRANCHINI, 2001; STERKOWICZ, ZUCHOWICZ & KUBICA, 1998).


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aula - 04/09/2012



Elementos Técnicos do Judô

ATIVIDADE 01:
Alongamento de membros inferiores, superiores e cervical.

ATIVIDADE 02:
Pega “Tartaruga” – Escolhe-se um pegador, os demais alunos devem ficar em quatro apoios, imitando tartarugas. Quando o pegador se aproxima, os demais devem virar com as costas no chão e os pés e mãos para cima para não serem pegos, porém não pode permanecer nesta posição por mais de cinco segundo depois do pegador ter se afastado.



ATIVIDADE 03:
Pega “Aranha” – A mecânica da brincadeira é a mesma da anterior, porém quem imitará a aranha, com as mãos e os pés apoiados no chão, será o pegador. O pegador deverá encostar nos colegas para serem pegos.



ATIVIDADE 04:
Pega “Cachorro” – Igual a atividade anterior, porém o pegador ficará em seis apoios, ou seja, com as mãos, joelhos e pés apoiados no chão. E para que os demais alunos sejam pegos, o pegador deverá derrubá-los no chão.



ATIVIDADE 05:
Pegada Gola-Gola – Em duplas, os alunos deveriam fazer a pegada gola-gola, deslocar-se pela sala e ao sinal realizar o movimento pedido (sentar, ficar de barriga para baixo, rolamento, etc.)



Educativos de Mae Ukemi  (Queda frontal)

ATIVIDADE 06:
Com um dos joelhos e a mão do mesmo lado apoiados no chão sendo que a perna contrária deverá ser  flexionada formando um ângulo de 90° entre a perna e a coxa. Os alunos deveriam realizar a queda frontal passando o braço referente a perna flexionada por baixo do corpo, jogar as pernas para trás , sendo o ombro a primeira parte a encostar no chão.



ATIVIDADE 07:
Queda de Antebraço – Pernas afastadas, formar um triangulo com os polegares e indicadores com extensão do braço. Projetar o tronco para frente e realizar a queda com as mãos e antebraços ao mesmo tempo batendo no chão.



ATIVIDADE 08:
Em duplas, um dos alunos deitado em decúbito dorsal e com as pernas estendidas e levantadas. O parceiro deverá segurar os pés do colega e realizar vários movimentos, com o objetivo de se desvencilhar e conseguir tocar a barriga do colega.

Educativo de Ossea Waza (Imobilização)

ATIVIDADE 09:
Em duplas, um dos colegas em decúbito dorsal e o outro sentado na lateral, de costas para o colega. O aluno que está sentado deverá passar seu braço dominante em torno do pescoço do colega, o outro braço é utilizado para travar o movimento e imobilizar o braço do colega que está deitado.



ATIVIDADE 10:
Saída da posição de imobilização sem erro e com trabalho de quadril;
Saída com erro de imobilização do colega resultando em chave de perna.

ATIVIDADE 11:
Alongamento.

Resenha crítica do artigo: A EVOLUÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA DO JUDÔ: PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES (1999).


Resenha crítica do artigo: A EVOLUÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA DO JUDÔ:
PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES (1999).
Orozimbo Cordeiro Júnior*
Marcelo Guina Ferreira**
Anegleyce T. Rodrigues

          O  artigo apresenta uma ótica crítico-superadora sobre a metodologia de ensino do judô como um elemento da cultura corporal da educação física. A abordagem crítico-superadora parte de uma análise de poder e dominação de nossa sociedade, para que o aluno deve desenvolva uma reflexão coerente onde é necessário apropriar-se do conhecimento científico e confrontá-lo com os saberes que o aluno traz de seu cotidiano, tendo como eixo a constatação, interpretação, compreensão e a explicação da realidade social complexa e contraditória (SANTOS e GOMES 2009 citado por JÚNIOR Et. AL 1999).
          A partir dessa visão, os autores do artigo tentam apresentar uma proposta para superar os atuais arranjos de ensino do judô que tem despojado de suas características culturais caracterizando-se por um ensino exclusivamente técnico, compreendendo os aspectos sociológicos e históricos do judô, é proposto que deve ser ensinado o movimento do judô na história não somente técnicas e fundamentos dessa luta nipônica.
         Na era Shogun (época feudal) japonesa, o país isolado geograficamente não possuía bom desenvolvimento tecnológico de armas, materiais etc, e por possuírem grandes feudos, era necessário a segurança das terras pelos samurais. Estes samurais praticavam o jiu jitsu como parte de formação. O objetivo era se preparar para aplicar golpes contundentes para paralisar o adversário ou até mesmo levar ao óbito. Para praticar o jiu jitsu não era necessário o uso de implementos como a espada, por essa razão a pratica da modalidade foi difundida pela classe camponesa.
        Passada essa era Shogun, houve o fim dos feudos e consequentemente o fim dos samurais, o Japão fazia contato com outros países e modernizava-se e acabou o sentido de uma luta tão contundente que poderia levar o praticante a morte. Nessa fase surge o judô, seu precursor foi Jigoro Kano, que pensou nessa luta como uma mantedora da cultura japonesa sem que levasse o adversário até a morte.
           É nesse sentido que os autores dizem que deve ser o movimento do judô na história, mostrando que a cultura corporal não é estática e sim um processo dinâmico. Desta forma idealizado por Jigoro Kano os fundamentos da modalidade são as projeções, o jogo entre desequilíbrio e equilíbrio, as imobilizações, as quedas e os rolamentos. Jigoro Kano foi ministro da educação, além de ser considerado o pai da educação física no Japão, por sua importância ele conseguiu implantar o judô nas escolas japonesas.
            O Japão torna-se uma potência mundial e a cultura japonesa começa a ter contato com o mundo ocidental e capitalista por meio da imigração. Por ser uma potência, os países ocidentais contratavam emigrantes japoneses para gerar um desenvolvimento tecnológico e modernizar sua pátria. Os emigrantes japoneses frequentemente praticavam o judô como uma forma de relembrar sua cultura e a sua terra. Após a modernização e a industrialização, muitos emigrantes japoneses ficaram desempregados, e para manter o sustento da família começaram a dar aula de judô para os filhos dos japoneses e também para os ocidentais. Assim o judô passou a ser uma prática de cultura corporal difundida em todo o mundo, e assumia um significado social diferente para cada país.
          O judô passou a ser globalizado e conforme não poderia deixar de ser, a modalidade tornou-se olímpica em 1964 em Tóquio,  e aos poucos, como os autores criticam, foi perdendo o seu significado sociocultural para se tornar um esporte de rendimento, de treinamento exaustivo, onde só a vitória interessa, e é exatamente isso que os autores contestam, o judô como prática da cultura corporal também pertencente ao Brasil, deve ser ensinada também no âmbito histórico e sociocultural.