Capoeira
História
e estilos
Escravos desenvolveram a
capoeira para lutar pela liberdade. Cantos, palmas e percussão ajudavam a
prática a parecer dança em vez de luta, o que driblou represálias dos patrões.
Até que alguns praticantes se envolveram em assaltos e revoluções. Aí, a
capoeira virou ilegal. Mas seguiu existindo até virar esporte. Hoje, a
Federação Internacional de Capoeira (Fica) estima que há 9,5 milhões de
capoeiristas no mundo. “Queremos fazer da capoeira um esporte olímpico”, diz
Valentim Mussarelli, o Mestre Tim, de Araras (SP), presidente interino da Fica.
Ao longo da história, três grandes variações da prática se consolidaram…
Capoeira
Angola
Em geral, a ginga e os
golpes são lentos (como as músicas) e baixos, próximos ao chão. “O estilo é
malicioso, e os movimentos buscam iludir o adversário”, diz Sérgio Vieira, o
Mestre Sérgio, de São Paulo, doutor em antropologia pela PUC-SP. Na roda, o som
costuma ser com três berimbaus, um atabaque, dois pandeiros e um agogô – além
de palmas e cantos.
Capoeira
Regional
“É objetiva, visa mais a
luta em si”, afirma Mestre Sérgio. Os movimentos são velozes e altos,
realizados longe do chão e até no ar: o jogo é bastante dinâmico. Na roda, em
geral, o som percussivo leva um berimbau e dois pandeiros.
Capoeira
Contemporânea
“Mistura os dois estilos
anteriores e ainda pode incluir movimentos de outros esportes – ginástica
olímpica, artes marciais”, explica Mestre Tim. Nasceu entre os anos 60 e 70, e
sua formação instrumental varia bastante.
Aquecimento:
Mãe pega adaptado.
Um aluno começava pegando,
quem fosse pego ficaria abaixado (cocorinhas) e para ser salvo o amigo deveria
realizar uma meia-lua de fora para dentro.
Ginga:
A base da capoeira: todos os
movimentos começam e terminam na ginga.
Deixe os pés paralelos e
mais afastados que a largura dos ombros. Leve a perna esquerda para trás
enquanto faz um ângulo de 90 graus com o cotovelo esquerdo e põe o antebraço à
frente do queixo. Num movimento contínuo, volte e faça do outro lado. Os
joelhos permanecem semiflexionados.

Meia-lua de compasso:
Para ataque e contra-ataque,
movimento giratório baixo com a perna.
Na ginga, com a perna
direita atrás, vire quadril e tronco para a direita. Apoie as mãos no chão: a
direita, entre as pernas; a esquerda, à frente dela.Jogue o peso na perna
esquerda e nas mãos, erga a perna direita esticada. Num giro, seu pé passa pelo
adversário e volta para trás.

Esquiva lateral:
Movimento de defesa à
meia-altura.
Com pés paralelos e
afastados numa largura maior que a dos ombros, deixe os joelhos semiflexionados
e desça o tronco para encostar o abdome na coxa esquerda, enquanto dobra
bastante o joelho esquerdo e estica a perna direita. O antebraço direito fica à
frente do rosto para protegê-lo. O braço esquerdo se estica para trás.

Armada:
Movimento de ataque, alto
e giratório.
Com a perna esquerda à
frente, vire só quadril e tronco para a direita. Quando seu rosto encarar de
novo o adversário (seu corpo estará em torção), levante a perna direita
esticada e siga girando o corpo. Sempre à altura de seu rosto, os antebraços
acompanham o giro, se revezando para protegê-lo.

Bananeira:
Progressão pedagógica:
- Realizar o elefantinho e
quem vai executar a bananeira deita nas costas do elefantinho.
- Com auxilio o aluno tenta
levantar e se apoiar na parede.
- Com auxilio o aluno tenta
levantar e ficar em dois apoios.
- Sem auxilio, o aluno tenta
se levantar e ficar em dois apoios.

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