terça-feira, 6 de novembro de 2012

Aula - 06/11/2012


Capoeira

História e estilos
Escravos desenvolveram a capoeira para lutar pela liberdade. Cantos, palmas e percussão ajudavam a prática a parecer dança em vez de luta, o que driblou represálias dos patrões. Até que alguns praticantes se envolveram em assaltos e revoluções. Aí, a capoeira virou ilegal. Mas seguiu existindo até virar esporte. Hoje, a Federação Internacional de Capoeira (Fica) estima que há 9,5 milhões de capoeiristas no mundo. “Queremos fazer da capoeira um esporte olímpico”, diz Valentim Mussarelli, o Mestre Tim, de Araras (SP), presidente interino da Fica. Ao longo da história, três grandes variações da prática se consolidaram…

Capoeira Angola
Em geral, a ginga e os golpes são lentos (como as músicas) e baixos, próximos ao chão. “O estilo é malicioso, e os movimentos buscam iludir o adversário”, diz Sérgio Vieira, o Mestre Sérgio, de São Paulo, doutor em antropologia pela PUC-SP. Na roda, o som costuma ser com três berimbaus, um atabaque, dois pandeiros e um agogô – além de palmas e cantos.

Capoeira Regional
“É objetiva, visa mais a luta em si”, afirma Mestre Sérgio. Os movimentos são velozes e altos, realizados longe do chão e até no ar: o jogo é bastante dinâmico. Na roda, em geral, o som percussivo leva um berimbau e dois pandeiros.

Capoeira Contemporânea
“Mistura os dois estilos anteriores e ainda pode incluir movimentos de outros esportes – ginástica olímpica, artes marciais”, explica Mestre Tim. Nasceu entre os anos 60 e 70, e sua formação instrumental varia bastante.


Aquecimento:
Mãe pega adaptado.
Um aluno começava pegando, quem fosse pego ficaria abaixado (cocorinhas) e para ser salvo o amigo deveria realizar uma meia-lua de fora para dentro.

Ginga:
A base da capoeira: todos os movimentos começam e terminam na ginga.
Deixe os pés paralelos e mais afastados que a largura dos ombros. Leve a perna esquerda para trás enquanto faz um ângulo de 90 graus com o cotovelo esquerdo e põe o antebraço à frente do queixo. Num movimento contínuo, volte e faça do outro lado. Os joelhos permanecem semiflexionados.







Meia-lua de compasso:
Para ataque e contra-ataque, movimento giratório baixo com a perna.
Na ginga, com a perna direita atrás, vire quadril e tronco para a direita. Apoie as mãos no chão: a direita, entre as pernas; a esquerda, à frente dela.Jogue o peso na perna esquerda e nas mãos, erga a perna direita esticada. Num giro, seu pé passa pelo adversário e volta para trás.






Esquiva lateral:
Movimento de defesa à meia-altura.
Com pés paralelos e afastados numa largura maior que a dos ombros, deixe os joelhos semiflexionados e desça o tronco para encostar o abdome na coxa esquerda, enquanto dobra bastante o joelho esquerdo e estica a perna direita. O antebraço direito fica à frente do rosto para protegê-lo. O braço esquerdo se estica para trás.





Armada:
Movimento de ataque, alto e giratório.
Com a perna esquerda à frente, vire só quadril e tronco para a direita. Quando seu rosto encarar de novo o adversário (seu corpo estará em torção), levante a perna direita esticada e siga girando o corpo. Sempre à altura de seu rosto, os antebraços acompanham o giro, se revezando para protegê-lo.






Bananeira:
Progressão pedagógica:
- Realizar o elefantinho e quem vai executar a bananeira deita nas costas do elefantinho.
- Com auxilio o aluno tenta levantar e se apoiar na parede.
- Com auxilio o aluno tenta levantar e ficar em dois apoios.
- Sem auxilio, o aluno tenta se levantar e ficar em dois apoios.





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